quarta-feira, 21 de setembro de 2016

21/09/2016 - Dia mundial da doença de Alzheimer

À esquerda temos um cérebro normal. À direita temos um cérebro de quem tenha Alzheimer.

Hoje, é dia 21 de setembro, dia mundial da doença de Alzheimer. A palavra Alzheimer caiu na boca e nos ouvidos de todos, mas muita gente desconhece o que ela significa. Por isto, preparamos esta postagem para multiplicar um pouquinho de conhecimento para todos vocês.

A doença de Alzheimer provoca progressiva e irreversível deterioração das funções cerebrais, como dificuldade em reter memórias recentes, adquirir novos conhecimentos, fazer cálculos numéricos e julgamentos de valor, manter-se alerta, expressar-se na linguagem adequada, manter a motivação e outras capacidades superiores. A pessoa também pode apresentar distúrbios de comportamento que vão da apatia ao isolamento e à agressividade.

Cerca de 10% das pessoas com mais de 65 anos e 25% com mais de 85 anos podem apresentar algum sintoma dessa enfermidade e são inúmeros os casos que evoluem para demência. Feito o diagnóstico, o tempo médio de sobrevida varia de 8 a 10 anos.

Não se conhece a causa específica da doença de Alzheimer. Não há um teste diagnóstico definitivo para a doença de Alzheimer, que é diagnosticada após a exclusão de outras possibilidades. Até o momento, a doença permanece sem cura. O objetivo do tratamento é minorar os sintomas. 

Fatores preventivos:  
■ A aquisição de conhecimentos cria novas conexões entre os neurônios (sinapses) e aumenta a reserva intelectual, fatores que retardam o aparecimento das manifestações de demência. O analfabetismo e a baixa escolaridade estão associados à maior prevalência. 
As pessoas que se envolvem em atividades intelectuais, como a leitura, jogos de tabuleiro, palavras-cruzadas, toque de instrumentos musicais, ou que têm interação social de forma regular demonstram menor risco de vir a desenvolver doença de Alzheimer. 
Vários estudos sugerem que a atividade física tenha efeito protetor. 
Para o idoso, o contato com a família tende a ser a principal fonte de convívio e satisfação a partir de interação social. Há muitas maneiras de relacionamento de qualidade com alcance mútuo de satisfação: resgatar histórias antigas, especialmente envolvendo lembranças agradáveis e que tenham relevância familiar, contato físico e afetuoso bem como acompanhamento de rotina e atividades diárias.

Recomendações:
Cuidar de doentes de Alzheimer é desgastante e precisa ser dividida e compartilhada com outros membros da família e profissionais de saúde para não sobrecarregar uma só pessoa.
Procurar ajuda com familiares e/ou profissionais pode ser uma medida absolutamente necessária.
Algumas medidas podem facilitar a vida dos doentes e de quem cuida deles: 
Fazer o portador de Alzheimer usar uma pulseira, colar ou outro adereço qualquer com dados de identificação (nome, endereço, telefone, etc.) e as palavras “Memória Prejudicada”, porque um dos primeiros sintomas é o paciente perder a noção do lugar onde se encontra; 
Estabelecer uma rotina diária e ajudar o doente a cumpri-la. Espalhar lembretes pela casa (apague a luz, feche a torneira, desligue a TV, etc.) pode ajudá-lo bastante; 
Simplificar a rotina do dia-a-dia de tal maneira que o paciente possa continuar envolvido com ela; 
Encorajar a pessoa a vestir-se, comer, ir ao banheiro, tomar banho por sua própria conta. Quando não consegue mais tomar banho sozinha, por exemplo, pode ainda atender a orientações simples como: “Tire os sapatos. Tire a camisa, as calças. Agora entre no chuveiro”; 
Limitar suas opções de escolha. Em vez de oferecer vários sabores de sorvete, ofereça apenas dois tipos; 
Certificar-se de que o doente está recebendo uma dieta balanceada e praticando atividades físicas de acordo com suas possibilidades; 
Eliminar o álcool e o cigarro, pois agravam o desgaste mental; 
Estimular o convívio familiar e social do doente; 
Reorganizar a casa afastando objetos e situações que possam representar perigo. Tenha o mesmo cuidado com o paciente de Alzheimer que você tem com crianças; 
Conscientizar-se da evolução progressiva da doença. Habilidades perdidas jamais serão recuperadas; 
Providenciar ajuda profissional e/ou familiar e/ou de amigos, quando o trabalho com o paciente estiver sobrecarregando quem cuida dele.

Fontes:
http://abraz.org.br
http://drauziovarella.com.br/envelhecimento/alzheimer-2/

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